[Tag literária] Com certeza deveria

Depois dos terríveis acontecimentos dos últimos dias, pensei em várias coisas para falar aqui, mas o que dizer que ainda não tenha sido dito, né? E para não parecer que quero acesso em cima de uma tragédia como a da Chapecoense #chupaCatracaLivre resolvi falar de algo leve, o melhor refúgio que podemos ter para desopilarmos um pouco além de séries e filmes: livros.

Aproveitei mais uma tag literária que achei por aí para dar mais dicas do que pedir de amigo-oculto / ler nestas férias:

Com certeza deveria ter uma continuação: Conte-me seus sonhos – Sidney Sheldon

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Vários livros de Sheldon vem ganhando continuações através da Tilly Bagshawe, que tem feito um excelente trabalho ao dar prosseguimento a sua obra e aproveitar personagens incríveis como a Tracy Whitney de Se houver amanhã (Em busca de um novo amanhã / Um amanhã de vingança), a família Blackwell de O reverso da Medalha (A Senhora do Jogo), além de outras obras na mesma linha.

Por isso torço muito por uma continuação de “Conte-me seus sonhos”, porque de todos os livros de Sheldon (li todos os romances adultos), esse foi o que teve o final mais surpreendente!

Na história, Ashley Patterson — uma bela executiva que trabalha com a desinibida Toni Prescott e a sensível Alette Peters numa empresa de tecnologia no Vale do Silício — torna-se suspeita de uma série de assassinatos. O mistério aumenta quando a polícia descobre um presente que uma das vítimas enviou para sua colega de trabalho Toni Prescott. As evidências apontam uma ligação entre as três suspeitas: Ashley, Tony e Alette Peters — mas apenas uma delas conhece a verdade.

Com certeza deveria ter um spin-offQuando ela acordou – Hillary Jordan

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Imaginar uma sociedade que julga as pessoas pela cor da pele não é muito difícil, já que temos casos atrozes e verídicos na história da humanidade que mostram isso. Mas imagine marcar uma pessoa com uma cor para que todos saibam qual delito ela cometeu.

É isso que acontece com Hannah Payne, que é condenada a viver como uma vermelha pelo período de 16 anos, por ter feito um aborto.

Pode-se dizer que “Quando ela acordou” é uma versão moderna de “A letra escarlate”, de Nathaniel Hawthorne, ao começar pela semelhança no nome das protagonistas: Hannah Payne (Hester Prynne), um ambiente conservador e religioso (a história de Hawthorne se passa em Salem, no século XVII, colonizada por puritanos vindos da Inglaterra) e o amor por um reverendo que acaba gerando uma criança. Assim como Hester (a diferença é que ela teve a criança), Hannah não entrega o nome do pai de sua filha ao ser julgada, e como punição pelo “crime”, ela tem seu corpo todo pigmentado de vermelho (Hester tem que carregar a letra escarlate “A” bordada em seu peito).

Acho que essa ideia das pessoas literalmente serem julgadas pela cor poderia acarretar numa boa distopia futurística (uma espécie de Fúria Vermelha, mas sem focar em guerra, porque todas as trilogias infanto-juvenis caminham para isso).

Com certeza deveria escrever mais livros: Kate Morton

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Segredos familiares antigos, intrigas, romances deliciosamente bem escritos e cativantes, a gente realmente mergulha nas histórias de Kate e suas descrições das casas antigas, de como acontecimentos passados afetaram as gerações seguintes… recomendo muito qualquer livro dela! Pena que até o momento, apenas quatro foram publicados no Brasil =/

Com certeza deveria ter terminado com alguém diferente: Fanny Price, de Mansfield Park – Jane Austen

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Já falei isso aqui antes, mas repito que esse casal foi forçado, parecendo conformismo do Edmund casar com a prima, depois que percebeu o quão fútil era a mulher pela qual ele estava apaixonado.

E também não engulo relacionamento entre parentes, mesmo que o casamento entre primos fosse absolutamente normal no século XIX. Acho esquisito.

Com certeza deveria ter terminado diferente: Após o Anoitecer – Haruki Murakami

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Já tô me acostumando com os elementos fantásticos e os finais em abertos, mas confesso que fiquei com um odiozinho no coração quando terminei de ler esse livro porque não explicou NADA. Só me deixou com a pulga atrás da orelha, mas ainda assim vale a pena conhecer o autor 😉

Sinopse: Mari Asai é uma garota solitária que abandona a casa dos pais para enfrentar a noite nas ruas de Tóquio. Sua irmã, Eri, modelo de revistas femininas e jovem de sucesso, vive uma situação diferente: dois meses antes, deitou-se para dormir e nunca mais acordou. Enquanto jaz imóvel em sua cama, estranhos eventos acontecem.

 

Com certeza deveria virar um filme:  The Kiss of Deception – Mary E. Pearson

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Romance, reinos em conflito, fugas, mortes… tem todos os elementos para uma super-produção.

Sinopse:  Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

Com certeza deveria virar uma série de TV: A Seleção – Kiera Cass

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Se a gente já adora reality show como The Bachelor, imagina então se isso acontecesse num reino com todo o glamour e intrigas entre as participantes?

Sinopse: para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, estar entre as ‘Selecionadas’ é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.

Trilogia infanto-juvenil com príncipes e princesas +reinos divididos + guerra+ tretas = COMOAINDANÃOFIZERAMESSASÉRIE?

Com certeza deveria ter somente um ponto de vista: Essa Garota – Colleen Hoover

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Gosto de diferentes pontos de vista num mesmo livro, mas não tenho paciência para essas autoras que reescrevem a mesma história sob outro ponto de vista, sacou? Por isso, “Essa Garota” era totalmente dispensável, porque foi vendido como uma continuação de “Pausa”, mas era “Métrica” sob o ponto de vista do Will + um “epílogo” previsível. AFF!

Com certeza deveria ter uma capa diferente: todos os romances.

Romances com drama tem os protagonistas abraçados na capa, normalmente os atores da adaptação cinematográfica, tipo os do Nicholas Sparks.

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Já se for romance de época, no geral nas capas tem um corpete, sombrinha, luvinha e vestidos rodados (é a tentativa das editoras brasileiras em fazer com que os livros não pareçam pornôs de banca como nas capas originais).

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Os mais apimentados tem a capa escura e acessórios como algemas, máscaras, lingerie, salto alto, lençóis amassados na capa:

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Com certeza deveria ter mantido das capas originais: O Sol é para todos (To kill a mockingbird) – Harper Lee

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Achei essa capa linda, mas a da última edição do Brasil também é! Só p/ não ficar em branco mesmo.

Com certeza deveria ter parado no primeiro livro: After – Anna Todd

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CINCO LIVROS DE 500 PÁGINAS RESUMIDOS A: relacionamento abusivo + mocinha otária + brigas + sexo + brigas + sexo + pitis na família + sexo + pitis na universidade.

A escrita dela é viciante, tanto que eu acabei lendo todos os livros, mas nunca teve história para isso. Em um livro cabia a trama de todos, mas enfim… Agora tem o “Before”, mas p/ mim já deu!

 

Espero que tenha gostado das dicas! E vocês, o que me recomendam?

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