#Somos Todos (quem será a próxima vítima?)

Época triste a nossa, mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito! – Einstein

No dia 28 de agosto de 1963, Martin Luther King proclamou seu famoso discurso “I have a dream” que foi decisivo no Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos e mostrava sua esperança num futuro igualitário para brancos e negros.

“Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença – nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.”

No ano seguinte, Sam Cooke lançava “A change is gonna come”, após não ter conseguido se hospedar num hotel por ser negro.

Décadas se passaram desde então e embora tenha havido muitas conquistas, o ódio e a intolerância ainda estão presentes. É que agora, o preconceito latente vem à tona num espaço que lhe permite assumir outras identidades e se esconder. A internet acabou se tornando o refúgio de covardes preconceituosos, cuja existência é tão medíocre que a única forma que encontram de chamar a atenção é atacando e ofendendo da pior forma que conseguem.

Em julho deste ano, a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju que apresenta as previsões do tempo no Jornal Nacional, foi alvo de comentários racistas, como: “Não tenho TV colorida p/ ficar olhando p/ essa preta”; “Joga p/ cima, se voar é urubu, se cair é bosta”; “Vai fazer essas previsões na senzala, escrava”; daí p/ baixo.

Mais recentemente, a atriz Taís Araújo foi o mais novo alvo de comentários maldosos numa foto que postou em sua página no Facebook. Ao comentar o caso, ela não poderia ter sido mais elegante e perfeita em suas palavras, veja:

“É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar. Na última noite, recebo uma série de ataques racistas na minha página. Absolutamente tudo está registrado e será enviado à Polícia Federal. Eu não vou apagar nenhum desses comentários. Faço questão que todos sintam o mesmo que eu senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena neste país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça.

Sigo o que sei fazer de melhor: trabalhar. Se a minha imagem ou a imagem da minha família te incomoda, o problema é exclusivamente seu! Por ironia do destino ou não, isso ocorreu no momento em que eu estava no palco do teatro Faap com o ‘Topo da Montanha’, um texto sobre ninguém  menos que Martin Luther King e que fala justamente sobre afeto, tolerância e igualdade. Aproveito pra convidar você, pequeno covarde, a ver e ouvir o que temos a dizer. Acho que você está precisando ouvir algumas coisinhas sobre amor.

Agradeço aos milhares que vieram dar apoio, denunciaram comigo esses perfis e mostraram ao mundo que qualquer forma de preconceito é cafona e criminosa. E quero que esse episódio sirva de exemplo: sempre que você encontrar qualquer forma de discriminação, denuncie. Não se cale, mostre que você não tem vergonha de ser o que é e continue incomodando os covardes. Só assim vamos construir um Brasil mais civilizado. A minha única resposta pra isso é o amor!”

E de fato, o amor é a resposta, é tudo o que você precisa, até porque “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”

E que as palavras de Nelson Mandela deixem de ser somente repetidas, e comecem a ser praticadas.

#SomosTodosMaju #SomosTodosTaisAraujo

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