Copo de vidro

Esses dias eu li que passar quatro dias na natureza, sem tecnologias, aumenta em 50% a criatividade. Nesse caso, tô precisando de um retiro de um mês, porque tô sem inspiração alguma. Muitos dos meus textos, eu escrevia, ou tinha ideias, durante as aulas maçantes, mas agora que estou formada, o tédio é mais rapidamente preenchido, porque diferentemente das aulas, agora eu tenho p/ onde fugir.

Porém, como eu tenho apreço por esse blog e por quem tão benevolentemente me lê, procuro mantê-lo atualizado e acabo apelando p/ textos que estão na gaveta há tempos, mas que eu não tive coragem de postar antes por sabê-los muito ruins. Mas a falta de ideia é tamanha, que vai essa bagaça mesmo.

Reforçando que não há  a pretensão de fazer sentido, ou ser bom, ou quiçá de ser uma poesia.


Copo de vidro
Massa amorfa
Copo meio vazio
como pintura inacabada
ou uma música sem refrão
(até então)
Ganha forma
de tão completo, o copo transborda
Transforma
de iluminista para sociológico
Mas um dia, o copo derrama
todo seu conteúdo se esvai
ficam as gotas no vidro
e as marcas; impressões digitais.
E quando o copo cai
estilhaça-se pelo chão
alguns cacos cortam
outros se espalham; se vão.
Não há conserto.
Não há outro para repor na coleção.
A peça é rara
não se fabrica (mais não).
**************
Meu texto sobre Drummond foi publicado no Jornal Opção de Goiás, veja aqui!

E a revoltadinha ofereceu palavras de conforto no Dia dos Namorados…

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2 comentários sobre “Copo de vidro

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