As irmãs Brontë, Shakespeare, Allan Poe e algumas curiosidades

Hello,

embora já tenha mencionado A vida secreta dos grandes autores neste post resolvi aproveitar a brecha para falar um pouco mais de algumas curiosidades de determinados autores ou seja, meus preferidos e recomendar suas obras porque já percebi que vocês gostam dos posts literários afinal, são os que me rendem mais acessos.

William Shakespeare

Longe de querer bancar a intelectual ou qualquer coisa do tipo, eu realmente gosto de suas histórias. Seja lá quem tenha sido Shakespeare (saiba mais aqui), ele era brilhante e bem safadjeeenho também.

Dizem (pelo menos é o que eu li no livro já mencionado acima) que o bardo furou o olho de seu companheiro de palco, Richard Burbage ao entreouvir seu colega marcando um encontro com uma dama que morava perto do teatro. A moça em questão, disse ao ator: “Anuncie-se como Ricardo III”, então o safadjenho chegou primeiro, forneceu a senha e aproveitou. Quando Richard apareceu pouco tempo depois, o bardo tinha deixado um recado p/ amigo: “William, o Conquistador, chegou antes de Ricardo III”. Trollagem do século or what?

Há quem acredite que o bardo jogava nos dois times também. Alguns acadêmicos que acreditam nessa hipótese apontam que 126 sonetos foram dedicados a um homem, conhecido apenas como Belo Jovem (Fair Youth) ou Belo Senhor (Fair Lord). A única edição dos sonetos publicadas durante o seu tempo é dedicada ao misterioso “Sr. W.H.” e em seus testamento, deixou quantias em dinheiro aos seus amigos John Heminges, Richard Burbage e Henry Condell para que comprassem aneis memoriais para comemorar a sua estreita amizade. Hmmmm significa?

O que ler?

Embora suas comédias sejam excelentes, suas obras mais renomadas são as tragédias, então recomendo Otelo que tem o vilão mais fdp pior de todos, o Iago. Mas todos os livros dele são bons ;D

As irmãs Brontë

Charlotte, Emily e Anne eram filhas do pastor evangélico Patrick Brunty, que mudou o sobrenome da família em homenagem ao heroi da marinha britânica Lord Nelson, aka Duque de Brontë. O chefe da família era meio ‘pancado’ e constantemente deixava seus seis filhos por conta própria, como não tinham muito o que fazer, divertiam-se inventando histórias.

Das três irmãs, Emily era considerada a mais bonita pelos padrões da época, e Anne também era atraente. Já Charlotte era o ‘patinho feio’, como comentou um jovem que foi apresentado a ela numa festa – “Conheci a srta. Brontë esta noite e devo dizer que ela deveria ser duas vezes mais bonita para ser considerada feia”. Isso que eu chamaria de uma baita fora sem perder a classe, não?

Embora fosse a mais bonita, Emily também era a mais excêntrica, famosa por ficar parada na janela durante horas. Uma vez, Charlotte a apanhou olhando pela janela e presumiu que estivesse observando as charnecas, mas só depois que notou que as venezianas estavam fechadas. Emily havia ficado parada durante seis horas observando as persianas brancas da janela.

Acton Bell, Ellis e Currer foram os pseudônimos adotados por Anne, Emily e Charlotte, respectivamente.

O que ler?

Senão me engano, Emily só escreveu O morro dos ventos uivantes que é um dos meus livros preferidos, e já teve um post só para ele.

Além de A Inquilina de Wildfell Hall, Anne escreveu Agnes Grey também, mas só li o primeiro e não gostei o suficiente para ler o outro…

Já Charlotte é autora de “O Professor” e “Villete”, mas só me interessou ler o aclamado Jane Eyre (leia-se Jane Ér), que embora seja um pouco cansativo, é uma bela história.

Edgar Allan Poe

O ‘pai da ficção macabra’ tinha medo do escuro. É verdade, uma vez ele confessou a um amigo que acreditava que os demônios se aproveitavam da noite para enganar os incautos (imprudentes). Não é de se admirar tal fobia, já que foi educado em um cemitério, literalmente. Seu professor de matemática instruía cada criança a escolher um túmulo e, depois, a descobrir a idade do falecido fazendo a subtração do ano do nascimento e o ano da morte.

Acreditem se quiser, mas as aulas de ginástica também eram lá. No primeiro dia de ala, cada aluno recebia uma pá de madeira e eram enviados para escavar uma cova, quando um dos membros da paróquia morria.

O famoso corvo de Poe foi inspirado pela ave de estimação de ninguém mais ninguém menos que Charles Dickens, que aparece em seu romance Barnaby Rudge, o qual Poe resenhou. Quando os dois autores se encontraram, Dickens contou que seu corvo havia morrido (aparentemente, a ave bebeu a tinta de um tinteiro que Dickens havia deixado aberto) e Poe, voltou para a casa naquela noite e inseriu o personagem no já existente poema chamado To Lenore, que ele havia abandonado. “Lenore” rimava perfeitamente com “Never more”, que se tornou o famoso mantra do corvo de seu poema.

O que ler?

Os livros que li de Poe, na verdade são compilações de seus contos, então vou recomendar os contos que eu acho mais interessantes:

– O Poço e o Pêndulo (para mim, é o melhor de todos)
– Ligeia
– Berenice
– Os fatos que envolveram o caso de Mr Valdemar (é a história é sobre a hipnose de um moribundo, sensacional!)

Você encontra esses contos em A carta roubada e Assassinatos na Rua Morgue.

Por hojé é só..

No próximo post, conto como foi o show do Maroon 5 e do Keane no Rio ;D

See ya ;*

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