Apunhalado

Olá,

Estou atualizando o blog hoje, para que ele não fique muito tempo sem atualização e para vocês não pensarem que sou relapsa, já que não estarei on-line (creio eu) nos próximos dias…

O texto de hoje foi o primeiro que eu escrevi (óóóóó) e relendo-o vi que estava uma bosta, então fiz umas adaptações (então imaginem como tava antes!), mas essência é a mesma… Então fiquem a vontade para criticar esse meu lado “pseudo-escritora-de-histórias-‘macabras’-infanto-juvenil” ;D

Apunhalado

Ela está sentada na sala de aula, pensando na história que lera e lhe causara arrepios por toda pele. De repente, o que era ficção se torna sua realidade.

Eram 15h de uma tarde de sábado, quando ela tomou coragem para ir falar com Jack. Ele estava no beco, sentado, ouvindo música como sempre, mas algo ali estava diferente. O ambiente não estava mais alegre como sempre acontecia quando ele estava por perto e nem sua cabeça estava se mexendo, como ele o fazia ao som da música.

Jack estava imóvel, com os olhos arregalados e… Sem vida.

Michelle gritou ao constatar que ele havia sido apunhalado. Logo agora que ela finalmente havia tomado coragem… Quem poderia ter matado o cara mais adorável que ela já havia conhecido?

Mortificada e se triste como jamais havia se sentido na vida, Michelle andava pela rua quando se deparou com um panfleto de uma médium. Curiosa, decidiu guardar o papel, pois quem sabe lá ela encontraria o conforto e a solução que para sua angústia.

Desesperada, ela sofria em silêncio cada vez que o estranho desaparecimento de Jack era mencionado. Resolveu então, ir até a tal médium.

O local se chamava “Canal Aberto” e a médium era uma tal de Madame Betina. Ao ser atendida, deparou-se com um verdadeiro clichê: uma senhora muito maquiada, com uma espécie de turbante na cabeça, roupas coloridas e uma cabeluda verruga no queixo. Logo foi tirada de seu devaneio pelo olhar inquisitivo e a pergunta que pairava no ar – “Em que posso ajudar?”.

“Meu amigo foi assassinado e eu queria saber se eu teria como falar como ele…”, respondeu Michelle, se dando conta de como aquelas palavras soavam absurdas quando ditas em voz alta.

Sem dizer nada, a Madame a conduziu a uma sala escura, com paredes vinho e cortinas pesadas de veludo em cor de sangue. Acendeu velas e fez um desenho no centro. O ambiente parecia com um bordel em estilo gótico (se é que isso existe), mas mesmo assim não falou nada. Madame Betina começou a ler um livro antigo em latim, e depois entoou um cântico triste numa língua desconhecida.

As velas se apagaram e uma luz forte surgiu no centro da sala. Aos poucos a luz foi tomando forma humana e lá estava ele. Olhos negros inconfundíveis, que embora ele fosse o espírito ali, ainda assim podiam ver através de sua alma, tez pálida, cabelos desgrenhados, barba por fazer e aquele ar de torturado que só ele tinha.

Madame Betina avisou que ela teria um minuto para falar com ele e se retirou do aposento.

A chance que ela tinha para falar tudo que ela queria era aquela. Queria se desculpar por ter deixado seu corpo no beco e não ter avisado a ninguém, queria prometer que lhe faria justiça, queria dizer aquilo que sempre esteve em seu coração, mas que sua boca nunca ousou dizer. Trinta segundos já haviam se passado, e até agora não falara nada. A enxurrada de lágrimas sufocara sua voz. A luz dele já estava se apagando, mas o breve fitar de olhos entre eles disse muito mais do que qualquer mil palavras poderiam ser capazes de expressar.

A luz apagou e ela soube que ele se fora para sempre.

Abalada, foi ao beco para ver se seu corpo ainda estava lá. Ajoelhou-se sobre ele e nem notou uma sombra que se aproximava por trás dela. Só sentiu uma dor aguda nas costas e tudo ficou preto.

Satisfeito o maníaco saiu do beco, limpando sua faca, sem ser notado. Já matara sua segunda vítima do dia, só faltavam mais duas para o ritual…

Michelle não morreu de imediato. Ainda teve breves segundos de consciência do que havia acontecido e ao olhar o corpo o qual estava abraçada, ficou feliz, pois finalmente se uniria a ele e conseguiria dizer o que a impulsionara a ir ao beco desde antes.

É isso..

Bjss

Anúncios

2 comentários sobre “Apunhalado

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s