Musas inspiradoras

Um poema, uma serenata na varanda e grandes gestos de amor parecem coisa de cinema e de fato são, mas que garota nunca imaginou ser a musa inspiradora de alguém?

Algumas mulheres inspiraram grandes músicas, mas quem são elas? O que fizeram para arrebatar esses homens e se tornarem protagonistas das mais belas canções de amor? É isso que vamos descobrir…

“Layla” é mundialmente conhecida na voz de “Derek and the Dominos”, mas foi Eric Clapton quem a escreveu pensando no seu amor não-correspondido por Pattie Boyd, a então esposa do seu melhor amigo, George Harrison. A eterna busca espiritual e a infidelidade de George fez com que o casal se separasse em 1974 e ela acabou se casando com Eric cinco anos depois.

Clapton acabou dedicando outras músicas à amada como “Wonderful Tonight”, “Pretty Blue Eyes”, “Golden Ring”, “Never Make You Cry”, “Pretty Girl” e inúmeras outras canções, mas devido à violência, o alcoolismo e uma série de casos e filhos ilegítimos, eles acabaram se divorciando em 1988.

Já foi afirmado que John Lennon e Mick Jagger também flertaram com Pattie, sendo que este último admitiu que tentou seduzi-la por anos, mas falhou. Quem conseguiu foi seu colega de banda, Ronnie Wood que teve um caso com ela, após seu divórcio com Harrison.
Porém, a musa inspiradora de tantos cantores acabou partindo o coração de Ron e daí ele compôs “Breathe on me”.

Um dos maiores sucessos de Michael Jackson também foi inspirado nas mulheres, só que dessa vez eram as fãs. “Billie Jean”, segundo Jackson, foi baseado nas groupies que ele e seus irmãos encontraram quando faziam parte do The Jackson 5. Já seu biógrafo, J. Randy Taraborrelli, diz que a música veio de uma experiência do cantor ao receber uma carta de uma fã informando-o que ele era o pai de um de seus gêmeos. Acostumado a receber várias cartas do tipo, ele a ignorou, mas continuou a receber mais cartas dela até que um dia recebeu um pacote com a foto de uma fã, uma carta e um revólver pedindo que ele se matasse em um determinado dia e em um momento específico. A fã faria a mesma coisa uma vez que ela tinha matado seu bebê. Ela escreveu que, se eles não poderiam estar juntos nesta vida, então estariam na próxima. Mais tarde, os Jacksons descobriram que a fã havia sido mandada para um hospital psiquiátrico.

Rod Stewart canta sobre a primeira mulher com quem teve relações sexuais em “Maggie May” que foi seu primeiro sucesso significativo como artista solo. Já Adam Levine do Maroon 5 canta histórias sobre sua ex-namorada em “Songs about Jane”, o primeiro álbum da banda.

A primeira atriz a receber 10 indicações ao Oscar, Bette Davis, acabou inspirando Donna Weiss e Jackie DeShannon a escreverem “Bette Davis Eyes”, mas a música ficou conhecida na voz da cantora Kim Carnes. Madonna também homenageia a atriz em seu hit “Vogue”, ao falar de várias estrelas do cinema e seu nome também é citado em “Desolation Row” de Bob Dylan.

Obviamente não poderia deixar de citar as famosas músicas do quarteto de Liverpool, como “Dear Prudence” que foi inspirada na irmã da atriz Mia Farrow, a Prudence Farrow. Ela não participava das atividades com as outras pessoas do grupo de meditação transcendental com o Maharishi Mahesh Yogi, ficando enclausurada em seu quarto o tempo todo. John
tentou alegrá-la cantando canções dos Beatles e fazendo suas palhaçadas. Resolveu então, fazer esta música para que ela abandonasse a sua solidão e viesse participar das outras atividades do campo (“to come out to play”). Durante essa visita a Índia, Lennon também compôs “Julia” para sua mãe que morreu atropelada quando ele tinha apenas 17 anos.

Já Paul dedica música até para sua cachorra em “Martha my dear” e em “Lovely Rita”, ele fala de uma mulher guarda de trânsito e do afeto do narrador por ela. Não se iludam com “Michelle” que nada mais é que uma palavra que Paul encontrou para a música que ele já tinha escrito com palavras em francês, mas provavelmente foi inspirada em Jane Asher que era sua namorada da época.

Camilas, Danis, Natashas, Fátimas, Anna Julias, Carlas são nomes de musas inspiradoras ou personagens, ou simplesmente o que combinava com a música e com o tempo, mas não fique chateada se você nunca foi musa inspiradora de alguém, afinal isso é muito melhor que ter coisa do tipo “Musa do verão” dedicada a você.

É isso…

Feliz Páscoa e muitos cholatinhos p/ todos vocês ;D

bjs

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4 comentários sobre “Musas inspiradoras

  1. Pattie Boyd arrasava corações com cantores, hein? hahahahah
    E tipo, “Songs About Jane” aaamo! (L)
    A história de Julia e Martha My Dear eu sabia, achei lindinha a história de Dear Prudence (e um tanto bizarra a história de Billie Jean, que teria mandado uma arma pro Michael!).

    Natanna virar nome de música acho complicado, já vc tem a “Sweet Marianne” que o Will, baterista do Coldplay compõs pra esposa dele. 😀

    Beijos e feliz páscoa!

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  2. Dear Prudence é uma das minha músicas prediletas e não sabia da história…imaginava que era alguma homenagem, mas jamais procurei saber de nada além…
    Não sei até que ponto ser musa de alguém é legal, minha experiência nisso não é boa, meu ex namorado é músico e compôs para mim: uma música e a metade de outra, detesto ser metade…rsrs

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  3. Rapaz, o que seria da música sem as mulheres? Já tinha ouvido a história dessa mulher que seduziu meio mundo de roqueiros. Agora, realmente, se a gente parar pra contar a gente acha uma musa inspiradora em cada esquina. Até mesmo não-amorosas. Uma vez ouvi uma história daquela música antigaça do Biquini Cavadão (Janaína); Janaína era a empregada do vocalista, ou algo do tipo…

    Gostei do post.

    Beijos!

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