Só no sapatinho ôô

Olá,

quem lê esse blog sabe que eu tenho um gosto musical razoável: AMO rock e um bom pop, mas nem sempre foi assim. As crianças assimilam rapidamente qualquer coisa (ou qualquer grupo) que esteja na mídia. Os pimpolhos de hoje cantam “Meteoro” do Luan Santana porque escutam isso o tempo todo, já eu cantava “Pimpolho” do Art Popular simplesmente porque eu sabia a letra e achava divertido ver uns cinco, seis ou mais caras dançando enquanto um só cantava, essa (acredito eu) é a característica mais marcante dos grupos de pagode que (surpreendam-se) é o tema do post de hoje.

Não sei se vocês se lembram do programa “Som Brasil” que dava na Globo (eu não lembro), mas estou tendo a oportunidade de ver pelo canal Viva da tv a cabo e acabei recordando de tantos grupos que fizeram sucesso e que sumiram. “Demorou para abalar, demorou para abalar (repete mais umas quatro vezes), demorou mas abalou meu coração…”, alguém lembra disso? Aliás, alguém lembra quem cantava isso? Não? Dou-lhe uma, dou-lhe duas… Grupo Pirraça! Eu nem lembrava que isso existia (até rever no Som Brasil e reconhecer a música)!

Daquele famoso “UH! TERERÊ! UH! TERERÊ!” vocês lembram, né? Essa frase, bordão (?) é da música “Ela sambou, eu dancei” do Grupo Raça que coincidentemente (ou não, acredito que seja falta de criatividade mesmo) também tinha um trecho que dizia “Ela me disse demorou para abalar, mas abalou…”, só quero saber o porquê da fixação em abalar, e abalou o quê no fim das contas?

Acho que o que mais me chamava atenção nesses grupos eram as roupas deles (vide exemplo abaixo). Porque não era só o mocassim branco que os caracterizava, e sim aquelas roupas feitas especialmente para eles. Eram “ternos” uns dois números acima de cores berrantes em tecidos (tipo cetim) brilhosos, todos iguais, mas o de cada integrante era de uma cor. Um grupo que se destacava nesse quesito era o Molejo. Fala sério, quem não lembra daquele macacão do Pica-pau e/ou piu-piu que o vocalista usava? O grupo também inovava porque é o único que ousou o suficiente para fazer uma música chamada “Samba rock do molejão”, um grande paradoxo da música brasileira.

Exemplo:

Os vocalistas desses grupos também eram únicos, quem não lembra do Netinho de Paula que cantava como se estivesse chorando, da língua presa ssssssssexy do Luiz Carlos (vocalista do Raça Negra), da mega animação (ironia detected) do Chrigor (que p*** de nome é esse?) do Exaltasamba, do Vava do Karametade que nada mais era que um mini galã que arrancava suspiros das meninas, da voz anasalada do Anderson Leonardo (do Molejo) e tantos outros pagodeiros que se postos uns ao lado dos outros fica difícil identificar quem é quem?

Esse lado dos anos 90 marcou muita gente, não que tenhamos nos tornado fãs do pagode, mas convenhamos que nos divertimos muito ao som desse gênero quando éramos crianças, pois afinal “Brincadeira de criança, como é bom, como é bom…”.

Ps: esqueci de citar grupos como “Pixote”, “Bala, bombom e chocolate”, “Gang do samba”, “Patrulha do samba”, “Terrasamba”, “É o Tchan” e…? Ajudem-me a lembrar de outros ;D

Bjs

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4 comentários sobre “Só no sapatinho ôô

  1. Oii Mari!!

    Primeiro, obrigada pelo comentario no vida, leitura e rock n roll.

    É verdade, ouvi muitos desses grupos quando era criança, e apesar de hj ser uma verdadeira fã de classico, qd criança adorava molejão rss estranho lembrar disso hj.Pixote sou obrigada a suportar ate hoje pq minha irmã é pagodeira, e das piores rss. E alguns mais atuais como turma do pagode e jeito muleke!

    bjss adorei o post!

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  2. O post já valeu pela lembrança do “Grupo Pirraça”. Você falou uma verdade, era sempre um cara feio cantando e 5 ou 6 homens lá atrás dançando, fingindo que estavam tocando os instrumentos do playback. E a moda pagodeira anos 90 é constrangedora, vendo em perspectiva daqui pra lá.

    Muito bom o post. Coincidência, estava canatando uma musica do Molejo hoje (Quem samba com o Molejo samba difereeente viiiiuu)

    Beijocas!

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  3. Hahahha..
    Nossa, quanta porcaria!
    Mas, realmente, era divertido ouvir essas raridades! Tinha hora que dava no saco, mas passava. Hoje em dia as porcarias evoluíram um pouco né… O pagode está bem franquinho, o pop conta com restart, cine e companhia colorida. (a moda das roupas continua). Ahh, não podemos esquecer que atualmente tem Banda Kaçamba, com a dança da bicicletinha, tem o psirico, parangolé… esses são legais, fala sério! Quem nunca dançou rebolation ai?? uhahuahu

    Post bem bolado! Maneiro! Parabéns!

    Beijos

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  4. Ana Carolina

    num lembro mt dessas “bandas” não, mas eu devia gostar com certeza hauhauahua Raça Negra eu gostava hauhauah
    Pixote acho q existe até hj, e Terra samba???? eles eram engraçados, sera q acabou? ahuahuah
    mt bom o post!
    bjss

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