Dia do Jornalista II

Olá,

nem estava pensando em postar hoje, porém como hoje é o dia do jornalista, eu me senti na obrigação de fazer um post dedicado a todos que executam e pretendem executar essa profissão futuramente. Ser jornalista não é fácil! Trabalha-se muito, ganha-se uma merreca, há a tal de política editorial (que são os interesses da empresa e isso faz com quem a gnt tenha que engolir muito sapo), nos sentimos desvalorizados com a não obrigatoriedade do diploma(mas não falarei disso novamente) e as vezes temos que comer o pão que o diabo amassou só para conseguir uma matéria que nem sempre entra no jornal, mas essa é a profissão que escolhemos e embora tenhamos que passar por tudo isso (qual profissão não tem suas dificuldades?), vale a pena!

Acho importante falar sobre alguns dos grandes nomes do jornalismo, então p/ quem nunca ouviu falar deles, vai ouvir agora (escolhi-os aleatoriamente):

Assis Chateaubriand, o Chatô – foi o dono do maior conglomerado da imprensa que o Brasil já conheceu. Chegou a ser chamado de “Cidadão Kane brasileiro.
Chateaubriand criou e dirigiu a maior cadeia de imprensa do país, os Diários Associados: 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis e uma editora. Criou a TV Tupi na década de 50. Com o suicídio de Getúlio Vargas, assume a cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras. Trabalhou até o final da vida, mesmo depois de uma trombose ocorrida em 1960, que o deixou paralisado e capaz de comunicar-se apenas por balbucios e por uma máquina de escrever adaptada.

* Samuel Wainer – foi fundador, editor-chefe e diretor do jornal “Última Hora”.
Ele era repórter dos Diários Associados (de Chatô) quando entrevistou Getúlio Vargas, e ficou amigo dele. Quando eleito, Vargas garantiu que o Banco do Brasil fornecesse um crédito a ele para a constituição do jornal em condições privilegiadas, então desde sua origem, colocou-se abertamente como órgão pró-Vargas e oficioso.Foi um jornal que introduziu uma série de técnicas bem sucedidas que o tornavam mais atrativo às clsses populares: a seção de cartas dos leitores, o uso de uma editoria específica para tratar de problemas locais dos bairros do Rio de Janeiro. Era, ao mesmo tempo, um jornal conhecido pelo seu corpo de articulistas: Nelson Rodrigues e seus folhetins, a coluna de análise política de Paulo Francis e até mesmo uma coluna do futuro animador de televisão Chacrinha.

Foi o único jornalista brasileiro a cobrir o Julgamento de Nuremberg (processos contra os 24 principais criminosos de guerra da Segunda Guerra Mundial, dirigentes do nazismo, ante o Tribunal Militar Internacional).

Até o Golpe Militar de 1964, Samuel Wainer havia conseguido estruturar um verdadeiro império jornalístico, com várias edições regionais do seu jornal. Após 1964, teve seu património dilapidado pelas perseguições da ditadura e acabou por vender a edição nacional do Última Hora, em 1972. Em 1975, passou a residir em São Paulo, onde morreria, empobrecido, como jornalista assalariado da Folha de S.Paulo.

* John Richard Hersey – durante a 2ª Guerra, cobriu ambas as guerras da Europa (Sicilia) e Ásia (Batalha de Guadalcanal). Seu trabalho mais notável foi “Hiroshima”, onde fala sobre os efeitos da bomba atômica e conta a história de seis vítimas do bombardeio. Também escreveu “The Wall” onde dá um gráfico informativo do nascimento, desenvolvimento e destruição do Gueto de Varsóvia, o maior gueto judeu estabelecido pela Alemanha Nazista durante o Holocausto.

* Euclides da Cunha – cobriu a guerra de Canudos na Bahia escreveu “Os Sertões”, que o deixou internacionalmente famoso e lhe rendeu a cadeira 7 na Academia Brasileira de Letras e outra no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Em sua obra, ele rompe por completo com suas ideias anteriores e pré-concebidas, segundo as quais o movimento de Canudos seria uma tentativa de restauração da Monarquia, comandada à distância pelos monarquistas. Percebe que se trata de uma sociedade completamente diferente da litorânea. De certa forma, ele descobre o verdadeiro interior do Brasil, que mostrou ser muito diferente da representação usual que dele se tinha.

P/ finalizar, os 3 tipos de jornalista, segundo a Desciclopédia:

* Os puxa-sacos de êxito – São aqueles que bajulam os patrões e conseguem bons empregos, sendo considerandos grande sucesso em sua área, independentemente de seu trabalho ser uma coisa medíocre.

* Os puxa-e-arranca-saco – Gente considerada detestável e que em geral acaba em jornais menores bolando manchetes idiotas voltadas a causar impacto publicitário, como por exemplo “CÉSAR MAIA, O MELHOR PREFEITO DO MUNDO!”. Em geral, esta gente ainda consegue manter os empregos, salvo quendo há uma mudança de direção e de diretrizes no Jornal, o que anda mais e mais comum no dia a dia.

* Os não puxa-sacos – Em geral, são aqueles que geralmente largam a faculdade para cursar história e tornarem-se anarquistas radicais. 60% dos estudantes de jornalismo não entenderam o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, mas 100% deles dizem que entenderam. Outra curiosidade é que são os profisionais (?) que mais cometem erros geográficos: “Direto de Madri, capital da Itália, fala o nosso correspondente…”

É isso…

Bjsss

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3 comentários sobre “Dia do Jornalista II

  1. Picky

    Bem interessante esse post!
    Pra falar a verdade eu não conhecia nenhum desses nomes, soh o Euclides da Cunha(como eu poderia esquecer akele livro maravilhoso q soh li 2 pags “Os sertões”??ahuahuah) pq a gent estudou no colegio e tal…. mas nem lembrava q ele era jornalista….
    os 2 primeiros tiveram finais bem felizes sem nunca parar d trabalhar neh? hauhauahuah sua profissão tem q trabalhar mt msm, mas vcs fazem a diferença 😉

    A Desciclopédia acaba com tds as profissões, eh incrivel hauhauhauh

    bjuss

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  2. Jornalismo é mesmo fundamental. Deu uma invejinha do Samuel Wainer lá em Nuremberg. Parabéns aos jornalistas que, apesar de ralarem muito, têm seu valor conhecido e reconhecido na sociedade (mesmo sem diploma).

    E a Desciclopédia é ótima, mas uma daquelas criações hilárias de internautas que primam pela ocupação… hahaha.

    Beijos!
    (Quero escrever muitas coisas no Café, mas tá difícil, viu?)

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