As mulheres mais cruéis I

Olá,

depois de dois post dedicados ao caso Nardoni, acredito que este caso esteja encerrado por enquanto, pois se falou sobre uma possível anulação do julgamento, que se ocorrer, vocês podem esperar mais um post furioso de minha parte!

Porém, nesta semana, um outro caso me chamou atenção. Acredito que todos já tenham ouvido falar na nova moda que são as “pulseiras do sexo”, na verdade, as meninas usam várias pulseiras (que arrebentam facilmente) de cores variadas, e cada cor significa uma coisa. Eu não sei bem o que cada cor significa, mas conforme um menino arrebenta uma pulseira, a menina é tem que pagar uma prenda, um “carinho”. Esse “carinho” pode ser um beijo, um amasso, mostrar o peito, transar e sabe-se lá o que mais. O fato é que uma menina de 13 anos foi violentada por 4 rapazes, porque um deles arrebentou a tal pulseira e logo, ela “teria que transar” com eles. (Leia a matéria completa que saiu no G1 aqui).

“A menina disse que foi abordada pelo grupo e um deles arrancou a dita ‘pulseira do sexo’ que ela usava. Pela cor do adereço, ela teria de pagar uma prenda aos jovens. Ela se mostrou constrangida com o fato e acompanhou o grupo até a casa do rapaz de 18 anos. A menina não relatou que eles tivessem usado arma para isso.”

O uso dessas pulseiras, para mim, é uma desculpa p/ promiscuidade. Muitas meninas acabam usando tais adereços porque está na moda e, consequentemente, pagam as prendas, sem noção das consequências daquilo. Que o sexo está mais do que banalizado, não é novidade nenhuma, mas eu (ingenuamente) acreditava que por mais que houvesse essa banalização, a procura desenfreada pelo prazer, as pessoas transavam ao menos com uma pessoa que “conheciam”, não vou discutir aqui o que é “conhecer alguém”, mas eu quis dizer no sentido de ao menos ter tido algum contato, por mais remoto que seja, mas que não fosse um completo estranho como está acontecendo: o cara chega, qualquer cara, e é só arrebentar a pulseira e voilà!

Muitas mulheres reclamam da falta de romance, cavalheirismo, etc., mas mulheres, sinceramente, para quê os homens vão se esforçar se o que eles querem eles conseguem só puxando uma pulseirinha de silicone?  Não estou aqui para bancar a moralista e nem p/ cagar regra, mas esse fato me chamou MUITO a atenção, porque um ato tão íntimo foi rebaixado a um tão banal quanto o de dar uma bala p/ alguém, por exemplo. Se um estranho te pede uma bala, você até dá, agora se ele arrebentar uma pulseirinha querendo sexo, você vai dar também!?!?!?!?!

“Ela se mostrou constrangida com o fato e ACOMPANHOU o grupo até a casa do rapaz..”, lógico que eu não to defendendo os caras, mas por que ela foi com eles? Ela se sentiu obrigada a “pagar a prenda”? O que se passa na cabeça dessa juventude, ó céus?

Eis perguntas, cujas respostas estão além da minha compreensão…

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Como sempre, falei, falei e não disse nada e não cheguei ao assunto do post, então vamos lá!

No decorrer da história, nós conhecemos muitas figuras masculinas que foram/são uns verdadeiros capetas, ao ler isso vocês podem ter pensado em várias figuras, mas e quanto às mulheres? Inspirada pelo livro “As mulheres mais perversas da história”, selecionei algumas demônias (umas do livro e outras não) que passaram por esse mundo…

Imperatriz Catarina, a Grande

Foi uma imperatriz déspota russa. Ela subiu ao poder após uma conspiração que depôs o seu marido, o czar Pedro III.

Ela entra no ranking das mulheres mais perversas da história pelo modo como ela tratava seus servos.

A imperatriz não achava prático melhorar as condições de vida dos seus súditos mais pobres que continuavam a sofrer (por exemplo) de conscrição militar (serviço militar obrigatório). As distinções entre os direitos dos camponeses nos estados votchine e pomestie, desapareceram virtualmente na lei e na prática durante o seu reinado.

Em 1775, Catarina realizou uma reforma administrativa, dividindo o império em cinquenta governos, subdivididos em províncias e distritos. Os privilégios dos nobres foram codificados e foi aprovada uma lei sobre os servos, aumentando-lhes mais ainda os encargos, o que agravou ainda mais a já difícil situação dos servos e provocou uma revolta popular, severamente reprimida, comandada por Emilian Ivanovitch Pugatchev.

Valéria Messalina

Foi a terceira mulher do imperador Cláudio (o corno). Era uma mulher cruel e ambiciosa, com enorme influência sobre o marido que incentivava a executar quem lhe desagradava. Dizem, também, ter sido uma adúltera promíscua, dada a casos escandalosos, que só a confiança cega que Cláudio tinha nela a defendia.

Conta-se que quando Cláudio anunciou que gostaria que suas sobrinhas, Agripina e Júlia Livila, voltassem do exílio em Pontia, para onde haviam sido mandadas pelo imperador Tibério depois que Calígula as havia estuprado, Messalina sentiu-se ameaçada, especialmente por Júlia, outra mulher linda e versada na arte de seduzir que, aos poucos, ia desfazendo a influência de Valéria sob o marido. Ela não perdeu tempo: fez Cláudio acreditar que estava se envolvendo num incesto, sendo obrigado a mandar a garota de volta ao exílio. Logo depois, Júlia foi secretamente executada, provavelmente por ordem da própria Messalina.

Messalina chegou a se interessar por seu padrasto, Ápio Silano, o qual não cedeu às investidas dela. Messalina não engoliu isso, e junto de seu servo e amante, Narciso, contaram a Cláudio (que acreditava em presságios) falsos sonhos onde Ápio o apunhalava. Cláudio então mandou que Ápio fosse executado.

Foi devido à ausência do marido (que tinha mais de 55 anos e uma deficiência física na perna direita) que Messalina (com +/- 20 anos) conheceu seu primeiro amor: Mnesteu, um ator, que tinha um relacionamento passado com Calígula. Messalina procurou o marido, disse-lhe que Mnester havia se recusado a obedecer a uma ordem sua e pediu que o imperador o chamasse para dizer-lhe que as ordens de sua mulher deveriam ser mais respeitadas. E assim foi feito: o dançarino foi avisado pelo próprio Cláudio que deveria satisfazer todas as vontades de Valéria. E os dois se tornaram amantes, com a colaboração do próprio marido dela. O ator mostrou à moça o lado oculto de Roma, fazendo-a entrar de cabeça em uma diferente vida. Tem-se notícia que o mal-afamado ator não correspondeu aos sentimentos de Messalina o que, possivelmente, gerou em Messalina uma forte depressão com exacerbação destrutiva voltada para o sexo. Vem daí a fama da então imperatriz.

Teve um caso com Caio Sílio, um cônsul considerado o homem mais bonito de Roma e não escondia o seu caso por se sentir segura em relação ao amor cego de Cláudio. A essa altura, ele já parecia ter mesmo aprovado seus amantes, tudo para fazer a vontade da mulher. Ele deu a Valéria a própria ala do palácio, onde ela passou a receber os amigos e promover orgias sem nenhum tipo de interferência. A opinião pública já a tinha como uma ninfomaníaca e o imperador começava a se transformar em alvo de chacotas.

Em 48, Messalina teria arriscado levar em frente um plano para assassinar o imperador e substituí-lo pelo amante de então Caio Sílio, contando com o apoio da população romana. Como nunca foi astuta politicamente, Messalina não percebeu que Cláudio até era popular junto dos romanos, pelo menos muito mais que ela própria. A conspiração foi desvendada por Narciso, o secretário de Cláudio. Messalina, Caio Sílio e os outros conspiradores foram presos e condenados à morte. O seu estatuto de imperatriz permitiu-lhe a opção do suicídio, mas como não conseguiu acabar com a sua vida (tentou cortar os pulsos), foi executada.

Karla Homolka

Uma serial killer canadense, que junto de seu marido, Paul Bernardo, estuprou e matou duas garotas e a própria irmã, Tammy Homolka.

Em 1993, após apanhar muito de Paul, e já com medo de ser presa, por causa das investigações em curso, Karla acabou contando parte da história para um advogado. Os dois foram indiciados e iriam a julgamento. Karla fez um acordo de colaboração, e pegaria no máximo 12 anos de prisão. Paul foi condenado à prisão perpétua.

Entretanto, em seu julgamento foram exibidos os vídeos que ele fez enquanto torturava as garotas. Neles, aparentemente, Karla não parecia sofrer tanto quanto disse em seu julgamento. Ela rebate dizendo que era obrigada a fingir que gostava da situação, para não apanhar mais. A opinião pública se revoltou com Karla Homolka.

Ela tentou a condicional, mas os profissionais que a avaliaram concluíram que ela era fria, não tinha remorso algum pelos crimes cometidos.

Homolka terminou de cumprir sua pena em 2005 e mudou seu nome para Karla Teale enquanto Paul continua preso.

 

Bom gente, essas são apenas algumas das mulheres cruéis que eu achei, tem umas bem piores… vão querer que eu continue postando sobre elas? Vocês decidem!

Boa Páscoa e bom feriado!

 

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4 comentários sobre “As mulheres mais cruéis I

  1. Mari, você tem que entender que a não há consentimento quando existe qualquer tipo de coação(seja física ou psicológica). E como já tinha te falado: não se surpreenda se o casal nardoni conseguir um novo julgamento. Boa páscoa

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  2. Concordo com vc, Mari, em dar metade da culpa às menininhas que usam a pulseira do sexo sabendo o que elas representam. Mas desde que me coloquei na posição de estar preparado para o pior do ser humano, bem, isso não me surpreende. Foi-se o tempo em que meninas de 12, 13 anos eram as vítimas da inocência. Se hoje nós conseguirmos proteger quem quer ser protegido já podemos comemorar…

    Já tinha ouvido a fama da russa Catarina, mas ignorava mesmo as outras mulheres perversas. Imagina só casar com uma belezinha dessas, hein? Eu que não ia dormir na mesma casa que a Homolka, quiçá na mesma cama.
    O post é bem curioso, gostei bastante!

    Beijão!

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  3. shoow \o\ eu uso a pulseirinha preta do sexo porque sou difícil, ela é grossa e selada com vácuo ahoeeee tem um garfo? porque eu tô dando sopa, sou difícil. vai ficar pobre com a messalina hein, ou respondendo processo.

    o caso da karla é o melhor
    pensei q vc fosse colocar a foto dos pombinhos, dela com o namorado na piscina.. tem as recomendações por escrito dele pra ela sobre como tratá-lo no livro, incluindo “você é estúpida e está sempre errada” e como tinha que chamar ele e tudo mais

    não esqueça de falar da mary ann cotton, sua xará, que matou uns 20, incluindo quase dez dos próprios filhos, a própria mãe, e mais um bocado de parente, pai, esposo, eu acho. ela matou por medo da pobreza… enforcada tadinha

    ah tem um outro casal lindo também, myra hindley e ian brady, eles também tem uma foto bonitinha tirada enquanto os dois já tavam na ativa .. depois do caso dela na inglaterra

    no prefácio do livro a autora tenta não falar muito claramente, mas mesmo assim fala sobre como todas sofreram com homens antes ou como no caso da karla, não chegariam a tanto sozinhas e foram influenciadas ou obrigadas por homens

    vou voltar pra lá essa semana aí vou comprar

    a mesma autora fez os homens mais cruéis e os ditadores mais cruéis também, mas como todos ficam chocados só por ser uma mulher fazendo algo hediondo, como se não tivéssemos tanta capacidade quanto os machos pra isso, é claro, nosso livro vendeu muito muito mais \o\ tá. parei.

    tu já reparou que eu desprezo escrever com maiúsculas e linearidade no pensamento né?

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  4. Eu tb acho q grande parte da culpa do q acontece com essas meninas quando usam as pulseiras eh delas msms, afinal a maioria sabe o q significa cada cor e tal…Essa coisa de ficar, transar, ou seja lá o que for que essas pulseiras signifiquem tah cada vez mais banalizada, é só puxar uma pulseira que a pessoa consegue o que quiser..

    Mt legal essas mulheres cruéis, tds sao mt cruéis msm mas pow essa Valéria Messalina deu medo ahuahuah
    Continue postando sobre elas sim, eu achei bem interessante!!
    otimo post!
    bjus

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